COMBATE MINI-FAI
O Combate Mini-FAI tem como finalidade reproduzir com a maior aproximação
possível o Combate FAI F2D sem incorrer, contudo, na utilização
de motores importados, cujos custos atualmente (2003) tornam a modalidade
inacessível à grande maioria dos potenciais praticantes.
Para atingir o objetivo proposto, foram introduzidas modificações
no regulamento F2D, as quais encontram-se no item 5 do texto abaixo,
destacadas em caracteres itálicos. O restante do regulamento
permanece idêntico ao do F2D.
1. Definição de Prova de Combate
Uma prova de combate é uma competição durante
a qual disputas eliminatórias são seguidas por uma
final onde dois competidores pilotam seus modelos de combate voando
simultaneamente na mesma pista por um tempo predeterminado, com
o objetivo de cortar uma fita fixada no eixo longitudinal do modelo
do oponente, concedendo-se uma pontuação para cada
corte efetuado.
2. Definição de Aeromodelo de Combate
a) Aeromodelo em que a energia propulsiva é fornecida por
motor(es) a pistão e a sustentação é
obtida através de forças aerodinâmicas agindo
sobre superfícies que permanecem fixas em vôo, exceto
as superfícies de controle.
b) O eixo longitudinal deve ser definido como o eixo da hélice
no caso de aeromodelos monomotores ou eixo de simetria no caso de
aeromodelos multimotores.
3. Pista de Combate
A pista de combate consiste em dois círculos concêntricos,
que devem ser marcados no solo:
a) Círculo de vôo: raio de 20 metros
b) Círculo central de pilotagem: raio de 2 metros
O círculo de vôo deve estar localizado sobre grama.
O círculo central de pilotagem pode ser demarcado sobre grama
ou qualquer outro material dentro de um raio máximo de 4
metros.
4. Competidor
O piloto, inscrito como tal e denominado "competidor",
poderá ter um máximo de dois mecânicos em cada
combate. Em circunstâncias excepcionais motivadas por chuva
ou vento forte, um ajudante adicional poderá segurar a fita
e não deverá exercer outra função no
período de duração do combate.
Durante os períodos ativos de combate, o piloto e seu(s)
mecânico(s) deve(m) usar capacetes protetores com alças
de fixação eficazes.
5. Características de um Modelo de Combate
Superfície alar máxima: ...............................
150 dm²
Peso máximo: ................................................
5 kg
Carga alar máxima: .......................................
100 g/dm²
Cilindrada máxima do(s) motor(es): ....................4
cm³ (0,25 pol³)
Um cabo de segurança com diâmetro mínimo de
0,5 mm deve ser colocado entre o parafuso ou eixo do balancim e
o(s) motor(es), com resistência à tração
mínima de 100 N (10 kg).
O modelo não deve possuir meios artificiais para ajudar a
cortar as fitas. Ele deve possuir um dispositivo especialmente construído
para fixar a fita, o qual deve ser instalado no eixo longitudinal
e ser suficientemente resistente para que a fita não se solte
sob condições normais de vôo.
a) Motor
O motor deverá ser de fabricação nacional,
sem rolamentos. Atualmente ( ano 2003) enquadram-se na categoria
motores até o CB25. É permitido o vôo com ou
sem silenciador, porém pipas e silenciadores destinados a
aumentar a potência são proibidas.
É permitida a livre modificação do motor, obedecidas
as demais restrições deste regulamento. Não
será feita aferição de motores antes ou após
as competições de Combate Mini-FAI, exceto em caso
de protesto formal.
b) Combustível
Não haverá restrições quanto ao combustível,
o qual deverá ser providenciado pelo próprio competidor.
c) Hélices
Não há restrições quanto às
hélices, exceto as metálicas, cujo uso é proibido.
6. Controles - Verificação Técnica
a) Comprimento dos cabos: o comprimento dos cabos deve ser de 15,92
+ 0,04 m. Deve ser medido da face interna da empunhadura do manete
até o eixo longitudinal do modelo.
b) Sistema de Controle: Devem ser usados dois cabos trançados
com o diâmetro mínimo de 0,385 mm ou 0,015 polegada.
Não são permitidas extremidades livres capazes de
se embaraçarem com os cabos do oponente, nem emendas. Durante
todo o tempo de vôo deverá ser usada uma algema de
segurança providenciada pelo competidor, ligando o manete
ao pulso do competidor.
c) Teste dos cabos: antes de cada combate, os conjuntos os cabos
a serem usados deverão ser aferidos quanto ao comprimento
e o diâmetro. Deverá ser feito um teste de tração
para todo o equipamento a ser usado, compreendendo os conjuntos
formados pelo(s) manete(s), cabos e modelos. A carga de teste será
de 150 N (15 kg).
7. Número de Modelos
a) Cada competidor poderá apresentar para aferição
um número máximo de modelos igual a duas vezes o número
de combates que poderá vir a disputar, excluindo "reflights".
Será exigido somente um certificado de especificação
de modelo para cada projeto de modelo que cada competidor apresentar.
b) Será permitido a cada competidor utilizar dois modelos,
dois manetes, dois pares de cabos e dois motores em cada combate.
Se for utilizado o modelo de reserva, a fita ou a sua parte restante
deverá ser transferida ao modelo de reserva. O manete e os
cabos do modelo de reserva devem estar colocados junto ao círculo
central externamente ao mesmo.
c) Motores, cabos e manetes não podem ser substituídos
ou intercambiados durante o período de combate.
8. Fita
A fita deverá ser de papel crepom de gramatura dupla (80
g/m²) ou um substituto de resistência equivalente, com
não menos de 2,25 m ou mais de 3 m de comprimento e 3 + 0,5
cm de largura, fixada a um fio de sisal de pelo menos 2,5 m de comprimento.
Todas as fitas devem ter o mesmo comprimento. Deverá haver
uma marca claramente visível de tinta no fio, a 2,5 m da
junção com a fita. A fita deve ser presa ao modelo
de modo que a marca de tinta fique coincidente ou atrás do
limite traseiro do modelo (ver esquema). A parte do fio destinada
à fixação deverá ter um comprimento
mínimo de 0,75 m.
A extremidade da fita destinada à fixação
deve ser reforçada em ambas as faces com uma fita de aproximadamente
2 cm de largura em posição diagonal cruzada nas duas
faces, numa extensão total de 5 cm no máximo. Uma
fita adicional com reforço de fibra ou tecido com 2 cm de
largura deve ser fixada transversalmente à fita de combate
(ver esquema abaixo).
As cores das fitas devem ser diferentes para ambos os concorrentes
envolvidos no combate. Cada piloto ou um membro da equipe deverá
receber uma fita do juiz designado, no início do combate.
Uma segunda fita será disponibilizada pelo juiz quando necessário.
9. Procedimentos de partida
a) Todos os sinais devem ser acústicos e visuais.
b) Durante o período de partida, as posições
de lançamento devem estar separadas de, pelo menos, um quarto
de volta. O primeiro competidor sorteado escolherá a cor
da fita e o outro a posição de partida.
c) A partida do(s) motor(es) deve ser dada à mão.
d) Um primeiro sinal dado pelo diretor de prova indicará
o início do período de 60 segundos para os mecânicos
ou pilotos darem a partida e ajustarem seus motores.
e) Um segundo sinal dado pelo cronometrista oficial indicará
o início do período de combate, autorizando o lançamento
dos modelos
f) A partir deste segundo sinal, o combate durará quatro
minutos
g) Quando o diretor de prova constatar que cada modelo completou
duas voltas no sentido antihorário e ambos estão distanciados
de aproximadamente meia volta, dará o sinal de início
de combate
h) O combate pode começar depois de um sinal de reinício
dado pelo diretor de prova após uma interrupção
em que um ou ambos os modelos vierem ao solo. Esse sinal será
dado logo que o diretor de prova constate que há uma separação
de aproximadamente meia volta entre os dois modelos.
10. Término do Combate
a) O diretor de prova dará um sinal acústico para
encerrar o combate 4 minutos após o sinal de lançamento,
ou seja, 5 minutos após o primeiro sinal em que autorizou
a partida e ajuste dos motores.
b) Esse mesmo sinal acústico também será dado
para encerrar o combate por desclassificação de um
ou ambos os concorrentes ou qualquer outra razão que o justifique.
c) O diretor de prova sinalizará a ambos os pilotos para
voarem nivelados no sentido antihorário se os fios de ambas
as fitas forem cortadas. Se um piloto ficou apenas com o fio, ele
poderá solicitar ao diretor de prova ordem para que ambos
mantenham vôo nivelado no sentido antihorário, encerrando
o combate. Uma vez tomada essa decisão, ela não poderá
ser revertida.
11. Método de Pontuação
a) A pontuação será iniciada a partir do sinal
de autorização para lançamento e prosseguirá
por um período de 4 minutos.
b) Serão atribuídos 100 pontos a cada corte distinto
da fita de papel do oponente. Há um corte cada vez que o
modelo, sua hélice ou cabos encontrem a fita do oponente,
causando separação de parte(s) de papel da fita.
c) A parte cortada deve conter pelo menos uma parte da fita. Se
contiver somente o fio de sisal, o corte não será
válido.
d) Se o fio destacar-se do modelo durante o vôo, o competidor
será penalizado em 100 pontos e deverá pousar imediatamente
após receber um sinal do diretor de prova, para substituir
a fita. O tempo de solo será contado a partir do sinal dado.
Se, após uma colisão no ar, não for possível
encontrar a fita ou a sua fixação perder-se ou deformar,
é aceitável prosseguir o combate sem substituir a
fita, desde que haja permissão dos juízes.
e) Será concedido um ponto para cada segundo inteiro em
que o modelo mantiver vôo, dentro do período de combate
de quatro minutos.
f) Cada segundo de permanência do modelo no solo será
penalizado com 1 ponto. No caso de o modelo fugir do círculo
de vôo, com ou sem cabos, será contado tempo de solo
a partir do momento em que o fato ocorrer (mais detalhes no item
12.b).
g) Cada infração sujeita a advertência (ver
Infrações no item14) deverá ser penalizada
com a dedução de 40 pontos da pontuação
do infrator.
h) Se o(s) mecânico(s) danificar(em) a fita, ou o modelo
cortar a sua própria fita durante a permanência no
solo, o(s) mecânico(s) deve(m) substituí-la por uma
nova. Se o modelo for lançado sem essa substituição,
o competitor terá deduzidos 100 pontos e o tempo de vôo
com a fita danificada será contado como tempo de solo.
12 Tentativas
Será permitida apenas uma tentativa para cada combate, exceto
nos seguintes casos:
a) Uma fita se parte ou não se desenrola.
b) Na eventualidade de um modelo escapar do círculo de vôo,
por ter os cabos partidos pelo modelo, cabos ou motor do oponente,
ou quando o modelo e a fita não puderem ser recuperados devido
à distância, o diretor de vôo deverá perguntar
ao piloto se deseja uma nova tentativa. Este deverá responder
imediatamente, sem consultar outros a respeito da situação
do combate. Caso deseje prosseguir o vôo, deverá usar
uma fita nova.
Antes da prova, os competidores devem ser informados a respeito
da área definida como de escape, a qual deverá ser
delimitada claramente.
c) Na eventualidade de ocorrer um embaraço dos cabos, com
ruptura dos mesmos e queda de apenas um dos modelos, impossibilitando
o desembaraço.
d) Se houver um embaraço de cabos e o modelo do oponente
cortar sua própria fita ou a fita (não o fio apenas)
enrolar-se no modelo e/ou cabos, deverá ser realizado novo
combate.
13. Conduta
a) O piloto deve permanecer dentro do círculo central enquanto
seu modelo estiver em vôo, exceto no momento do lançamento
do seu modelo pelo mecânico.
b) Durante o período de combate, cada competidor e seus
ajudantes deverão ser vigiados por no mínimo um membro
do júri designado ao competidor, em adição
ao diretor de prova, para assegurar a conduta regular dos mesmos
em relação às regras.
c) Após uma colisão no ar, o combate deverá
continuar como se ambos os modelos houvessem pousado, observadas
as disposições dos itens 15.c), e), k), l) e m).
14. Infrações
As infrações a seguir são sujeitas a advertência,
dando origem às penalidades correspondentes ( dedução
de 40 pontos por infração, conforme item11.g):
a) o piloto abandona inadvertidamente o círculo central
enquanto seu modelo está em vôo;
b) o mecânico entra no círculo de vôo numa direção
inclinada ou o atravessa para alcançar um modelo no chão.
A penalidade será aplicada somente uma vez a cada infração,
mesmo se estiverem envolvidos mais de um mecânico;
c) o mecânico ou o piloto não removem para fora do
círculo de 20 metros o modelo que estiver no solo, imediatamente
ou após desembaraçar os cabos, antes de cuidarem do
mesmo;
d) o modelo é lançado antes da autorização;
e) o mecânico ou o piloto permitem que ambos os motores funcionem
simultaneamente durante o período de vôo de 4 minutos.
Todavia, um funcionamento curto de 10 segundos ou menos para aquecer
o motor sem alimentação externa de combustível,
ou para desafoga-lo, é permitido. Proíbe-se funcioná-lo
alimentado por um reservatório.
15. Cancelamento do Vôo
Um concorrente será eliminado do combate e seu oponente
declarado vencedor, observado o item 12.c), se:
a) atacar deliberadamente a fita do modelo do seu oponente antes
de autorizado o início do combate pelo diretor de prova;
b) seu modelo não decolar dentro de dois minutos após
a autorização para lançamento;
c) tentar decolar um modelo que, no momento do lançamento,
não se encontra com o sistema de controle atuando com eficácia,
ou com o motor devidamente fixado, ou com o motor em funcionamento;
d) interferir com seu oponente ou fazer com que ele saia do círculo
central;
e) deixar cabos ou um modelo seu, que não se encontra em
vôo, no círculo central;
f) atacar a fita do seu oponente sem que a sua própria fita
ou suas partes restantes estejam em seu modelo;
g) não se encontrar presente na ocasião designada
para seu vôo, sem permissão expressa do diretor de
prova;
h) deixar o círculo central intencionalmente com o seu modelo
ainda em vôo, ou fazê-lo quando seu modelo estiver no
solo sem ter antes avisado seu oponente dessa intenção,
exceto se o objetivo for o de alcançar os cabos do seu modelo
de reserva ou possibilitar atendimento ao seu modelo;
i) ele próprio ou um dos seus mecânicos não
usar capacete protetor;
j) efetuar o vôo de modo a impedir que seu oponente ou sua
equipe tentem solucionar um embaraçamento de cabos;
k) executar vôo diferente do nivelado em sentido antihorário
quando apenas o seu modelo estiver em vôo, sem embaraçamento
de cabos;
l) deixar de solucionar um embaraçamento de cabos antes
de lançar seu modelo de reserva, a menos que ele e seu oponente
tenham avisado o diretor de prova de que concordaram em prosseguir
o combate sem desembaraçar os cabos. Nesse caso, o diretor
de prova deve concordar com o prosseguimento somente se constatar
que não há problemas com a segurança;
m) quebrar de modo flagrante as regras;
n) soltar o manete ou a algema de segurança por algum motivo
durante o vôo;
o) seu modelo não atender aos requisitos do item 5;
p) interferir de modo a causar impacto com o solo ou colidir com
o modelo do oponente quando este encontra-se claramente sem a fita,
voando nivelado em sentido antihorário, sem efetuar manobras
de perseguição e ataque;
q) a fita soltar-se do dispositivo de retenção durante
o combate, sem que a causa tenha sido uma colisão em vôo;
r) o modelo pousar sem o fio da fita e o dispositivo de retenção
da fita está faltando ou deformado sem que haja ocorrido
colisão em vôo;
s) o mecânico saltar sobre o(s) modelo(s) e cabos do oponente
mantidos no box;
t) o mecânico passar o modelo e cabos sobre a equipe do seu
oponente, caso em que ele será desclassificado;
u) o piloto for o responsável único, ou juntamente
com seu oponente, por:
a) um embaraçamento de cabos;
b) um ato de "serrar" os cabos;
Neste caso poderão ser desclassificados, ele ou ambos, a
critério do diretor de prova.
x) durante um embaraçamento de cabos, um ou ambos os modelos
permanecerem em vôo e o(s) mecânico(s) entrar(em) no
círculo de vôo sem permissão explícita
do diretor de pista.
16 Classificação
a) A prova deverá ser realizada por eliminatórias;
b) O competidor que obtiver a mais alta pontuação
será o vencedor de cada combate;
c) O competidor será eliminado da prova se sofrer derrota
em dois combates;
d) Cada rodada de eliminatórias será realizada através
de sorteio (em observância ao disposto em 16.j) ) entre os
competidores que continuam na competição;
e) No caso de restar um competidor não sorteado numa eliminatória,
ele será colocado como oponente do primeiro competidor sorteado
(em observância ao disposto em 16.j) ) na eliminatória
seguinte, a menos que reste novamente um outro competidor não
sorteado. Nesse caso, ambos os não sorteados serão
colocados como oponentes nessa rodada, observado o disposto em 16.j).
f) As colocações individuais e por equipe serão
baseadas no número de vitórias. As derrotas não
implicam em subtrações.
g) No caso de empate para o segundo ou terceiro lugares (ambos
não podem ocorrer), será realizado o fly-off dentro
dos procedimentos acima, permitindo-se, porém, somente uma
derrota no decorrer do mesmo.
h) Terminado o fly-off para o segundo colocado, se daí resultar
empate por dois modos (two way tie) para a terceira colocação,
o desempate será feito através de fly-off com o vencedor.
(tradução a ser verificada)
i) No caso de empate em qualquer combate, deverá ser feita
a repetição do mesmo. Considera-se empate quando a
diferença de pontuação é igual a 5 pontos
ou menos.
j) Oponentes que já se defrontaram só devem voltar
se defrontar se não restarem outros disputando a mesma colocação.
|